Surpreender-se, estranhar, é começar a entender. É o esporte e o luxo específico do intelectual. Por isso seu comportamento geral consiste em olhar o mundo com olhos arregalados pela estranheza........
Quando se fala de "minorias especiais", a habitual má fé costuma distorcer o sentido dessa expressão, fingindo ignorar que o homem especial não é o petulante, que se julga superior aos outros, mas o que exige mais de si mesmo que a maioria, ainda que não consiga atingir essas exigências superiores...........
Assim, na vida intlectual, que por sua própria essência requer e pressupõe a qualificação, nota-se o progressivo triunfo dos pseudo-intelectuais não qualificados, desqualificáveis e desqualificados por seu próprio conteúdo.....
A massa presumia que, afinal de contas, com todos os seus defeitos e imperfeições, as minorias dos políticos entendiam um pouco mais dos problemas públicos do que ela. Agora, em vez disso, a massa acha que tem o direito de impor e dar força de lei aos seus problemas do dia a dia.
ORTEGA Y GASSET, "Rebelião das Massas", Martins Fontes, 2002, tradução de Marylene Pinto Michael.
Ontem em Brasília:
Por Denise Costa, da Agência Senado:
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (17), Proposta de Emenda à Constituição que permite aos cidadãos sugerir ao Congresso a realização de plebiscito ou referendo sobre temas de interesse nacional. O plebiscito é uma consulta sobre um assunto que, se aprovado, se torna lei; já o referendo é a deliberação popular sobre uma lei já existente.
A proposição (PEC 26/06), que segue para exame do Plenário, dividiu os integrantes da CCJ. Durante o debate, alguns senadores manifestaram preocupação de que a proposta gere insegurança jurídica ao deixar aos cidadãos a iniciativa de propor referendo sobre leis já em vigor.
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