Alana Rizzo e Fabio Fabrini, de O Estado de
S.Paulo
BRASÍLIA - O delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques constrangeu o
deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) no fim da sessão secreta da CPI
do Cachoeira, que durou mais de sete horas. Em meio a questionamentos de
Protógenes sobre o envolvimento de setores da mídia com a organização criminosa,
o delegado o rebateu, citando a proximidade do parlamentar com o araponga
Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, braço-direito de Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira.
Marques lembrou de escutas da operação Vegas em que Protógenes foi flagrado
conversando com Dadá. Segundo o delegado, um dos diálogos indica o interesse do
deputado em se aproximar do ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu,
apontado pela PF como um dos principais aliados do bicheiro. Protógenes teria
dito no grampo ter uma missão para o araponga: apresentá-lo ao dirigente da
empreiteira.
Membro da CPI, o deputado federal aparece também nas investigações da operação Monte Carlo. Conforme revelou o Estado, Protógenes foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com o araponga. Segundo a PF, Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas - a Satiagraha.
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Membro da CPI, o deputado federal aparece
também nas investigações da operação Monte Carlo da PF
Membro da CPI, o deputado federal aparece também nas investigações da operação Monte Carlo. Conforme revelou o Estado, Protógenes foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com o araponga. Segundo a PF, Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas - a Satiagraha.
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