Boa parte de meus conhecidos lutaram, cada um de seu jeito, contra a ditadura e o retorno do Brasil ao estado de constituicionalidade. Alguns tinham a leitura histórica que deviam pegar em armas, outros assaltavam bancos, alguns matavam soldados de 18 anos no Araguaia, convencidos que o povo se uniria a eles com armas na mão. Isso não aconteceu. Lutamos também pelos meio democraticos elegendo deputados, vereadores e senadores da oposição (então MDB), até que o poder retornasse para as mãos da sociedade civil. Sonhávamos todos com o retorno à legalidade, o fim da censura e uma boa administração.
Nunca votei no PT, era e é, uma leitura pessoal que eu e boa parte do então PCB fazíamos da história. Não víamos o sindicalismo (consentido por Golbery) uma saída honesta aos problemas da redemocratização. Aliás, o PT nunca teve um projeto para o país, possuía, como possuí, um projeto de poder.
Esse sindicalismo, travestido de movimento de esquerda fazia o que Lenin já avisara sobre o esquerdismo: culto à personalidade, cooptação por todos os meios (é moda, estupidez, oportunismo financeiro, etc.) e vazio ideológico.
Hoje, mais um dia no qual o Sr. Lula afronta as instituições democráticas brasileiras. Ele que se dizia combatente pelo retorno ao estado de direito, afronta mais uma vez a democracia. Após comprar o poder legislativo (não, não o ameaçou como os militares, apenas o comprou com o mensalão), constrange o STF com ameaças veladas a seus constituintes.
Ratifica o velho adágio: Normalmente um estadista quando presidente possui um jurista como Ministro da Justiça. Mas o que será o presidente que nomeia um criminalista como Ministro da Justiça?
Também podemos lembrar de Sófocles: “Deus primeiro enlouquece aquele a quem quer punir”. Ao longo do tempo esta passagem de Sófocles passou a designar as conseqüências desastrosas da insensatez, a qual, por sua vez, procede em regra da combinação entre vaidade, ambição e ignorância.
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