domingo, 8 de junho de 2008
Emissões, Mitigação, Fuligem
Acabo de ler a entrevista na Veja, naquela seção das páginas amarelas, é sobre emissões atmosféricas. O cientista em questão não é cético, como sugere o título da matéria, mas simplesmente ele não concorda em se gastar dinheiro mitigando as emissões, mas sim investindo maciçamente na descoberta de novas tecnologias. Concordo quase totalmente com esse ponto de vista, mas acredito que deve haver mitigação sim. É necessário tomarmos atitudes agora, pelo menos do ponto de vista de racionalizar as emissões tanto de CO2, como de fuligem, com o que já está sendo feito. Há excessos de origem apocalíptica, como a proposta de se passar ao consumo de diesel nos motores marítimos, é sem dúvida um contrasenso, pois adaptar refinarias e aumentar as emissões de CO2 (gasta-se mais energia para processar diesel do que processar bunker). Aumentar a fiscalização e/ou trabalhos de incentivos à redução de poluição (linhas de crédito para proprietários de caminhões para a renovação da frota por exemplo), acredito que seria bem mais efetivo. Aqui no Brasil, podemos observar que apesar de produzirmos o diesel metrolpolitano, com o teor de enxofre bem baixo, emitimos muito a partir de problemas primários, como congestionamento que podem ser resolvidos e desempenho errático dos motores diesel. A limitação de hidrocarbonetos voláteis seria outro ponto de ganho, que não está legislado em nossas cidades e que necessita urgentemente de regulamentação.
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