Dando prosseguimento aos textos modernos, 'A arte da Prudência' de Baltazar Gracian, se destaca pela beleza e a surpreendente origem. Jesuita do século XVII, a profundidade de suas reflexões atravessam o tempo. Enquanto uns trabalham para irem para o lixo da história (o esquecimento) eis que esse padre, isolado, em suas meditações não será jamais esquecido:
'Nunca esgotar o mal nem o bem - à moderação em tudo reduziu um sábio toda a sabedoria. O que é direito demais acaba torto, e a laranja que muito se espreme chega a dar amargor. Mesmo na fruição nunca se há de chegar aos extremos. O próprio engenho se esgota se sangrado, e arrancará sangue em vez de leite quem chegar à última gota do tirano"
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