sábado, 14 de junho de 2008

Já disse que gostei de praia. Corria, soltava pipa e jogava muita, muita bola. Mas algo que não entendia, é aquele pessoal ficar em pé olhando o horizonte de costas para o território. Hoje, pagando essa carga tributária, e sendo obrigado a ouvir discurso de analfabeto, descobri: Estão até agora esperando as caravelas nos resgatar, e nos levar de volta à Metrópole.
Ninguém queimou os navios, como Cortez ordenou no México. O Imperador se foi pelo mar e não nos levou, e desde então ficamos em pé na beira dágua olhando o horizonte. De vez em quando um chicabom.

Esse inconsciente coletivo de saque que enxergo nos homens públicos, essa vontade irresistível de se jogar lixo na rua, avançar o sinal vermelho, desrespeitar as leis, flertar com a ilegalidade (até marcha da maconha), financiar mudança de sexo. A sensação permanente que tenho de viver no meio de uma multidão de lobotomizados ou drogados, "orgulho de ser brasileiro" - orgulho de que ? não fiz nada pra isso, só nasci aqui. Agora assisto a democracia banguela fazer das suas.

Um comentário:

tarso_barreto disse...

Um tanto quanto forte isso, voce nao pode julgar pessoas pelas suas escolhas, até porque vivemos em uma sociedade democratica digamos assim . .
Lógico que podemos evitar o contato com essas pessoas, mas não julgar um lugar ruim pela presença delas, até porque, maconheiro no caso existe em todo lugar, analfabeto também e assim por diante. .