Em 1966 o mar tinha cheiro forte de marisia aqui no Rio. Inesquecível, como as mulheres inalcançáveis que passavam de lenço no cabelo dentro de conversíveis na Av. Atlântica. Me lembro do posto 6 e o neon azul da TV Rio. Eu assistia o National Kid. Estranho um japônes que era um herói de capa e voava, sua arma era uma lanterna que 'matava' os alienígenas. Os incas venuzianos se ferravam.
Nunca entendi sua origem, até recentemente. Naquela época, no japão, os rádios eram de válvulas e cada família possui um, que na sala, monopolizava as atenções e cuidados (vovó passava óleo de peroba no bruto), e a programação era ditada pelo dono da casa.
Veio o transistor, e então os rádios ficaram menores e cada um podia ouvir o programa que quizesse. Pois bem, os rádios pequenos só foram possíveis por que os japoneses fizeram pilhas pequenas. E quem foi o primeiro a fabrica-las ? A National. Como as pilhas eram pequenas: kid. Resultado dessa história: meu herói estranho, era uma propaganda de pilhas. Bom, depois disso fui ler 'O mundo como representação e vontade" e entendi tudo. Auica.
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